O erro mais comum na gestão do amianto: não avaliar o risco real

O erro mais comum na gestão do amianto: não avaliar o risco real

Laboratorio de Análisis en Barcelona, Madrid y Málaga - Análisis Clínicos | O erro mais comum na gestão do amianto: não avaliar o risco real

A presença de materiais com amianto instalados (MCA) continua a ser habitual em edifícios construídos antes de 2002. No entanto, um dos erros mais frequentes na sua gestão não é a sua existência, mas sim não avaliar corretamente o risco real que representam.

Tal como se refere numa recente publicação especializada em prevenção, limitar-se a identificar o amianto sem avaliar a sua perigosidade e o contexto em que se encontra pode gerar exposições evitáveis e decisões preventivas incorretas.

Atualmente, a gestão do amianto exige algo mais, exige critério técnico, metodologia e priorização objetiva.

IDENTIFICAR AMIANTO NÃO É AVALIAR O RISCO

Durante anos, predominou uma ideia simplificada: “Se o material não for manipulado, não há risco”. Esta afirmação é incompleta. Um material com amianto pode representar um risco relevante, mesmo sem intervenção direta, se ocorrerem fatores como:

  • Deterioração progressiva do material
  • Localização acessível ou em zonas de trânsito
  • Vibrações, correntes de ar ou gradientes térmicos
  • Alta ocupação humana do espaço

Por este motivo, a legislação e a evidência técnica atual insistem em que a gestão preventiva do amianto deve basear-se na avaliação do risco potencial, não apenas na sua identificação.

AVALIAR O RISCO: A CHAVE PARA PRIORIZAR DECISÕES

Uma das falhas mais habituais na prática é confundir localização com avaliação. Identificar um MCA não equivale a saber que risco representa. A metodologia publicada pelo INSST propõe uma avaliação estruturada do risco baseada em três eixos:

  1. Características do material (tipo, estado, conteúdo e variedade de amianto)
  2. Condições do ambiente (atividade, acessibilidade, vibrações, ambiente)
  3. Exposição potencial das pessoas

O resultado permite classificar o risco como baixo, moderado ou alto e, o mais importante, priorizar a remoção do amianto, tal como exige a legislação europeia atual.

A Diretiva (UE) 2023/2668 é clara: a remoção do amianto deve ter prioridade face a qualquer outra forma de gestão quando o nível de risco o justifica. Não atuar ou atrasar decisões por falta de uma avaliação técnica objetiva representa um risco real para trabalhadores, utilizadores e responsáveis legais do local.

A GESTÃO DO AMIANTO EXIGE MÉTODO, NÃO IMPROVISAÇÃO

A gestão do amianto já não pode basear-se em perceções nem em soluções genéricas, mas sim em avaliar o seu risco real e atuar em conformidade. Atualmente, a prevenção exige método, rastreabilidade e decisões baseadas em dados.

 

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